Estratégia com Ações – Lucro e Perda Determinado (8 – Final)

1 de fevereiro de 2011

Hoje, no último post da matéria sobre estratégias com ações irei falar um pouco de como determinar lucro e perda de uma ação. Essa é uma estratégia principalmente para quem gosta de investir a curto prazo.

Essa estratégia tende a ser perigosa, pois você precisa analisar muito bem a empresa, tanto referente a notícias como análise gráfica para saber exatamente quanto espera ganhar ou perder. Essa análise pode ser um pouco complicada para iniciantes, mas com um pouco de estudo pode-se chegar a bons resultados. Recomendo a ler sobre análise gráfica, você encontrará algumas boas dicas, que infelizmente ainda não é o foco dos meus estudos.

Mas basicamente nessa estratégia você compra uma ação e determina um período, normalmente um dia, ou alguns dias no máximo, e analisa quanto está disposto a ganhar e quanto está disposto a perder.

Vamos supor que você queira comprar ações X, e essa ação está 10 reais. No início você determina que a empresa está solida, os gráficos indicam subida, mas se cair 1% é sinal que a empresa está indo mal a curto prazo. Porém você visualiza também que se subir mais que 3% as ações podem chegar num pico e cair. Então está aí a determinação, se a ação cair 1%, você vende, arca com o prejuízo e parte pra outra. Já se a ação subir 3%, você vende também, sai com lucro e espera as ações caírem.

O grande problema disso é que o ser humano é mais emocional do que racional, e ao ver perder 1% em um dia, as pessoas tendem a não quererem vender, esperar um possível lucro, porém se foi bem analisado, a possibilidade de cair mais que 1% é muito grande, e no fim assume um risco muito maior simplesmente por ter deixado a emoção falar mais alto. Assim como vender com o lucro de 3%, as vezes as pessoas acham que podem lucrar muito mais, mas muitas vezes ao chegar ao pico, começa a cair novamente, logo além de perder o lucro, pode entrar no prejuízo.

Já aconteceu comigo, a emoção muitas vezes é mais forte que você pensa. Eu estava em um lucro de 60% em uma ação, achava que podia dar mais, e não vendi. Após um mês vendi com um lucro de 20%, pois deixei a oportunidade de saída passar. Então muito cuidado.

E assim finalizo essa série, em breve posts com outros assuntos. Sugira o seu, mande comentários logo abaixo.

Estratégia com Ações – Preço médio (7)

28 de janeiro de 2011

Muitas pessoas gostam dessa estratégia, de adotar um preço médio na compra de ações. Para quem desconhece o termo, preço médio nada mais é do que baixar (ou subir) o valor de compra de uma ação de acordo com o mercado para tentar ganhar dele.

Por exemplo, se você comprou 100 ações da empresa X no mês 1 por 10 reais cada (logo gastou 1.000), no mês 2 as ações dessa empresa X estão valendo 5 reais, ou seja, caiu muito. Para tentar recuperar o prejuízo mais rapidamente, algumas pessoas comprariam mais 100 ações da empresa X por 5 reais cada (logo 500 reais). Com isso você teria 200 ações da empresa X com um custo total de 1.500 reais, ou seja, o preço médio de compra da ação seria de 7,50 (7,50 x 200 = 1.500).

Com isso você teria baixado o preço médio de compra da ação, então se no mês 3 a ação subisse para 8 reais cada, você de fato teria lucrado 0,50 centavos por ação, porém na verdade é um fato ilusório, pois na verdade você lucrou 3 reais por ação em cima de 100 ações e as outras 100 ações você teria perdido 2 reais. Mas devido a “mágica” do preço médio, você acaba saindo no positivo devido a uma boa segunda compra (a 5 reais) apesar de uma péssima compra inicial (a 10 reais).

Essa é uma estratégia muito válida desde que você visualize boas perspectivas para a empresa, ou seja, nada adianta fazer o preço médio se as ações não tem boas perspectivas de subirem. Nesse caso é melhor vender as ações e comprar outra empresa que apresente melhores resultados, acaba saindo mais em conta ficar no prejuízo em uma e lucrar muito mais em outro do que simplesmente perder muito mais em uma só.

Estratégia com Ações – Média entre Renda Variável e Renda Fixa (6)

27 de janeiro de 2011

Com essa estratégia você tenta se precaver de grandes variações do mercado de renda variável (ações). Muitas pessoas são conservadoras, mas ao mesmo tempo querem ser um pouco mais arrojadas, então essa estratégia pode dar certo.

O funcionamento dela é bem simples na verdade. Siga esses passos:
1) Determine qual a porcentagem em renda fixa e em renda variável você quer ter
2) Determine um período de tempo para análise, recomendo ser mensal, mas há pessoas que fazem quinzenal ou até mesmo semestral
3) Se a renda variável subir mais que a fixa, vai aumentar o percentual nela, logo retire um pouco da renda variável e coloque na fixa ao final do período determinado para voltar ao mesmo percentual do início
4) Se a renda fixa subir mais que a variável, faça o inverso, retire da fixa e coloque na variável

Um exemplo prático: supondo que você tenha 1.000 em renda variável (RV) e 1.000 em renda fixa (RF), determinando 50%/50% e período de 1 mês. Após um mês, a RV rendeu 2% e a RF apenas 0,5%, logo teremos 1.020 na RV e 1.005 na RF, deixando de ter 50% em cada, logo para balancearmos no fim do mês, retiramos 7,50 da RV e colocamos na RF, com isso cada uma fica com 1.007,50, voltando a ter 50% cada. Esse é o princípio de balancear a RV e RF de acordo com o percentual que você determinou no período que você quer.

O embasamento dessa estratégia é tentar prever uma queda da renda variável, pois quando sobe muito, significa que pode cair, logo retira-se um pouco da variável e coloca na fixa, e vice-versa, se a fixa estiver dando mais que a variável, pode ser um bom sinal de entrar na variável, pois a margem de subida melhorou.

Ela é uma estratégia interessante para quem nunca quer ter muito em um ou outro lado da balança, assim você sempre fica com um porcentual sob controle. Por outro lado pode não ser uma boa estratégia caso entremos em um momento de crise muito forte, porém sempre pode-se mudar a porcentagem se preciso. Vale a pena tentar.

Estratégia com Ações – Análise de Valor (5)

26 de janeiro de 2011

Podemos comprar uma ação baseado na análise do valor da empresa. Quando falo em análise do valor, não quero dizer exclusivamente análise do valor de mercado da empresa, e sim valores em geral, quanto a empresa lucra, qual seu faturamento, quais perspectivas, qual o retorno sobre investimentos, e por aí vai.

Adotando essa estratégia, compramos baseado no valor real da empresa, ou seja, analisamos ela profundamente e chegamos a conclusão de que a ação está sub ou sobre valorizada. E daí você pode estar perguntando: mas como faço isso? Como analiso se uma empresa é boa ou não para investir no futuro. Definitivamente a resposta mais correta é que você nunca terá certeza que é uma boa empresa ou não, porém poderá tentar chegar o mais próximo da realidade dessa empresa.

Alguns pontos que você deve analisar para comprar a ações baseado nessa estratégia: Preço sobre lucro, preço sobre valor patrimonial, retorno sobre investimento, retorno sobre patrimônio, dívida líquida, patrimônio, e por fim a análise financeira dos últimos trimestres da empresa, se for uma empresa boa para investir, ela terá um bom crescimento trimestral.

Nesse tipo de estratégia, notícias do mercado são importantes também, porém não o mais importante. Vale lembrar que as vezes analisamos a empresa como uma boa compra, mas as ações mesmo assim caem. Isso é normal a curto prazo, por isso a análise visa o médio/longo prazo. Um bom exemplo que posso dar são as ações da CLSC6, ela estava cotada por cerca de 33 reais quando efetuei a compra depois de analisar bem seus fundamentos e ver que era uma ótima oportunidade. Porém ela ficou uns 2 meses completamente estagnada, nem subia nem baixava, porém os fundamentos permaneceram bons, e em alguns dias subiu para acima de 39 reais, ou seja, um bom rendimento e ainda os fundamentos permaneceram bons.

Na análise do valor da empresa, nada impede que a empresa comece a dar prejuízo e sua análise passe de boa a ruim, dando um bom ponto para venda. Basta analisar a empresa de tempo em tempo. Recomendo a cada 3 meses pelo menos.

Estratégia com Ações – Swing trade (4)

25 de janeiro de 2011

Talvez essa seja uma das estratégias mais usadas entre os investidores da bolsa. Swing trade nada mais é do que comprar uma ação e não ficar com ela por um grande período de tempo. Mas diferente de um day trade, nesse caso espera-se alguns dias o aumento da ação. O swing trade pode ser de 2 dias até uns 2 meses.

Esses casos são vantajosos quando se está esperando alguma notícia da empresa, como possíveis lucros muito superiores ao que era planejado antes, ou qualquer identificador que possa marcar aquela empresa com um fato interessante de impacto a curto prazo. Um bom exemplo para isso é quando a empresa X esperava lucrar 10 milhões no trimestre, porém grandes instituições acreditam que ela vá ganhar de fato 20 milhões, ou seja, muito superior ao planejado pela empresa. Com isso começa a ocorrer uma compra frenética das ações da empresa, o que joga o preço para cima. Então se você conseguir pegar esse movimento de alta logo no início, a tendência de que você consiga um preço muito bom de venda é grande.

Um detalhe interessante é que o ponto de venda vai depender muito de análises. Algumas pessoas acreditam que o melhor momento de vender é antes da empresa disponibilizar os resultados de fato, pois se for ruim, não acarretará perdas e os ganhos já foram processados. Só que nesse caso nada impede que as ações continuem subindo.

Esse tipo de estratégia tende a ser muito lucrativo, porém exige um grande conhecimento de mercado para determinar o ponto de entrada e saída da ação, sem contar que é preciso um bom tempo disponível para tal análise. Se você se interessou pelo método, recomendo uma pesquisa em análise técnica.

Estratégia com Ações – Day trade (3)

1 de dezembro de 2010

A grande maioria das pessoas que são iniciantes ou só ouvem falar na bolsa, acreditam que todo mundo trabalha no mesmo esquema, de day trade. Day trade nada mais é do que comprar e vender a mesma ação no mesmo dia, gerando lucro caso a ação suba durante o dia, ou prejuízo caso ela caia.

É muito comum acharem que esse é o único jeito de operar na bolsa, ou até mesmo achar que esse é o jeito de ficar rico, comprando e vendendo muitas vezes as ações. Mas isso é um grande engano, pois essa estratégia nem sempre é a melhor, inclusive tende a não ser a melhor, pois quem a faz deve ser muito experiente no mercado e nem sempre isso é garantia de sucesso.

Particularmente, não acho que seja uma boa estratégia por vários motivos. Primeiro que a pessoa precisa ter muito tempo disponível durante o dia para pode ver como está o mercado e a melhor hora da compra e da venda, logo para quem trabalha com outra coisa durante o dia torna-se inviável. Outro ponto ruim é que todo day trade paga imposto de renda, então além de ter esse controle extra, você precisará pagar imposto de renda mensalmente referente aos ganhos diários. Muitas vezes também o mercado muda de lado e com isso você tem que amargar algum prejuízo, sem contar que muitas vezes também o ganho é tão pouco que pode desmotivar, pois a subida diária pode ser lenta fazendo parecer que não está ganhando o suficiente e cada vez investindo mais dinheiro, com isso se um dia a bolsa cair forte, o tombo será enorme. Você também irá depender do sistema do seu home broker não cair nunca, pois caso ele fique fora do ar por qualquer período que seja, pode perder uma grande oportunidade de realizar algum lucro. Por fim, mas não menos importante, uma grande desvantagem nessa estratégia é que a longo prazo tende-se a não ser lucrativo, claro que há casos que pode-se lucrar um bom dinheiro, porém essa não é uma regra geral. Para longo prazo e acumulo de capital recomendaria outro tipo de estratégia.

Por outro lado, quem trabalha com isso dia e noite, pode discordar e tem todo o direito caso tenha bons lucros. Mas para pessoas que não vivem somente disso, não acredito que o day trade seja uma boa estratégia de longo prazo. Agora nada impede de usá-la alguma vez na vida, pois as vezes pinta uma grande oportunidade e no mesmo dia a ação sobe muito. Então realizar esse lucro as vezes pode ser muito bom, tanto pessoalmente aumentando o ego como financeiramente, mas nunca esqueça de deixar os pés no chão, pois não quer dizer que se um dia deu certo, no outro também dará.

Estratégia com Ações – Buy and Hold (2)

29 de outubro de 2010

Buy and Hold nada mais é do que comprar e “segurar”, ou seja, é um tipo de estratégia que algumas pessoas usam normalmente quando não querem ficar muito por dentro do mercado, ou acreditam no potencial de uma empresa a longo prazo.

Para adotar essa estratégia, o ideal é analisar as empresas com uma analise fundamentalista bem feita, pois nada adianta comprar ação de uma empresa que não se tem o conhecimento de suas bases fundamentalistas como lucros, receitas, despesas, ativos, passivos, etc.

Irei expor algumas vantagens e desvantagens dessa estratégia, veja se você se enquadra em suas características.

Vantagens:
>> Não precisar se preocupar com o sobe-desce da bolsa.
>> Compra independente do preço.
>> Ao longo do tempo é executado o preço médio, ou seja, compra-se com vários preços a mesma ação o que a torna menos vulnerável a grandes subidas ou grandes descidas, afinal o preço médio vai variar.

Desvantagens:
>> Se o mercado entrar em uma longa recessão, essa estratégia pode não trazer o resultado esperado, mas se continuar comprando ações mesmo em baixa, pode tornar essa desvantagem numa vantagem.
>> Pode perder a chance de investir em empresas menores (small caps) que podem dar um grande lucro em pouco tempo.
>> Para não perder a vantagem do buy and hold em longo prazo, o ideal seria comprar todo mês, ou a cada dois meses mais ações, pois se você fizer apenas uma grande compra e logo em seguida o mercado cair, pode levar anos para voltar ao mesmo patamar.

Quem quiser adotar essa estratégia, recomendo analisar bem as empresas, e seguir com compras mensais/bimestrais para formar seu patrimônio. Dê uma revisada nessa estratégia a cada 6 meses para verificar se precisa ser adaptada a realidade, pois as vezes uma empresa passa a deixar de ser interessante, então pode-se trocá-la por outra.

Estratégia com Ações – Introdução (1)

16 de setembro de 2010

Muita gente não sabe qual estratégia seguir quando o assunto é compra e venda de ações. Eu mesmo várias vezes já parei para pensar qual seria a estratégia ideal. Infelizmente (ou felizmente para o bem do mercado) não existe estratégia perfeita, ou seja, nenhuma estratégia que você fizer é isenta de risco afinal estamos falando de bolsa de valores e risco é uma das variáveis desse mercado.

Porém podemos tentar chegar próximo a perfeição para cada perfil de investidor, pois repito: estratégia perfeita não existe. O próximo a perfeição que eu quero dizer é ganhar mais do que perder e em menos tempo, mas como tudo na vida, isso depende do perfil de cada pessoa. Tem pessoas que gostam de ter o controle total sobre suas ações, fazendo day trades ou mesmo tiro curtos de alguns dias (swing trade). Já tem outros que a melhor estratégia seria o buy and hold, ou seja, comprar as ações e esquecer na carteira.

Então a melhor estratégia para cada um vai depender, e é sobre isso que vou escrever nos próximos posts. Basicamente vou falar dessas estratégias:
> Buy and Hold
> Day Trade
> Swing Trade
> Análise de Valor
> Média entre Renda Variável e Renda Fixa
> Preço médio
> Lucro e Perda Determinado

Plano Minha Casa, Minha Vida

1 de setembro de 2010

Minha dica é: Aproveite! Hoje com o plano Minha Casa Minha Vida a oportunidade de conseguir um financiamento imobiliário nunca foi melhor, com juros que podem chegar até a 4,5% ao ano, ou seja, menos do que os juros da poupança. Claro que muitos não se enquadram nesse plano, mas se você puder, faça.

A ideia é simples. Vamos supor que você tenha 100 mil na poupança e quer um apartamento de 100 mil. Ao invés de pagar a vista, financiando nesse plano da CEF você paga 4,5% ao ano de juros e os juros da poupança é de 6,2%, ou seja, você paga menos que os juros do seu dinheiro. Claro que nesse caso não considerei a TR do financiamento, mas mesmo com a TR o ganho da poupança ou outro investimento é visível.

Mesmo que você não tenha todo o dinheiro e precise de financiamento, a hora pode ser essa. Mas aviso IMPORTANTÍSSIMO, tenha certeza que o financiamento não vai pesar nas suas contas, pois se você no meio do caminho não puder pagar vai perder muito dinheiro e tempo.

Eu raramente recomendo financiamentos, mas esse é um caso de dinheiro barato onde quem realmente precisa pode sair beneficiado, e também pode se transformar em um grande ativo.

Finanças em Viagens – Parte 4 – Depois de viajar

30 de julho de 2010

Para finalizar essa pequena série, alguns conselhos rápidos do pós viagem. Se você fez um bom planejamento e colocou ele em prática, sem nenhum grande desvio, provavelmente você está muito feliz, já que não fez mais dívidas do que o esperado e o melhor é que pôde aproveitar tudo o que a viagem lhe proporcionou.

Mas normalmente erramos nas contas, ou simplesmente abusamos mesmo e pensamos “depois vejo o que faço”. O problema é que o depois chega bem mais rápido que se pensa, e pode ser muito desagradável.

Nesse caso devemos fazer o planejamento pós-viagem. Se você gastou mais do que previa, mas felizmente tinha esse dinheiro na conta, você é um dos poucos felizardos que consegue sair sem dívida pós um planejamento que não deu certo. Caso esse não seja seu caso e você tenha estourado o ou os seus cartões de créditos, então está na hora de colocar a casa em ordem.

A melhor saída sempre é pagar o total do cartão de crédito e/ou cheque especial, isso é uma verdade absoluta, mas infelizmente nem sempre se tem esse dinheiro, nesse caso procure pagar o máximo que você puder sempre, se possível deixe de comprar algo para pagar mais, pois assim a dívida não se acumula. Caso não pague nem o mínimo se prepare, pois sua viagem se tornará no maior pesadelo.

Uma dica final, nunca viaje sem ter total garantia de que você terá dinheiro. Ter que parcelar ou pagar dívidas depois da viagem é algo nem um pouco recomendado, é melhor juntar o dinheiro antes para não se preocupar depois.