Plano Minha Casa, Minha Vida

1 de setembro de 2010

Minha dica é: Aproveite! Hoje com o plano Minha Casa Minha Vida a oportunidade de conseguir um financiamento imobiliário nunca foi melhor, com juros que podem chegar até a 4,5% ao ano, ou seja, menos do que os juros da poupança. Claro que muitos não se enquadram nesse plano, mas se você puder, faça.

A ideia é simples. Vamos supor que você tenha 100 mil na poupança e quer um apartamento de 100 mil. Ao invés de pagar a vista, financiando nesse plano da CEF você paga 4,5% ao ano de juros e os juros da poupança é de 6,2%, ou seja, você paga menos que os juros do seu dinheiro. Claro que nesse caso não considerei a TR do financiamento, mas mesmo com a TR o ganho da poupança ou outro investimento é visível.

Mesmo que você não tenha todo o dinheiro e precise de financiamento, a hora pode ser essa. Mas aviso IMPORTANTÍSSIMO, tenha certeza que o financiamento não vai pesar nas suas contas, pois se você no meio do caminho não puder pagar vai perder muito dinheiro e tempo.

Eu raramente recomendo financiamentos, mas esse é um caso de dinheiro barato onde quem realmente precisa pode sair beneficiado, e também pode se transformar em um grande ativo.

Finanças em Viagens – Parte 4 – Depois de viajar

30 de julho de 2010

Para finalizar essa pequena série, alguns conselhos rápidos do pós viagem. Se você fez um bom planejamento e colocou ele em prática, sem nenhum grande desvio, provavelmente você está muito feliz, já que não fez mais dívidas do que o esperado e o melhor é que pôde aproveitar tudo o que a viagem lhe proporcionou.

Mas normalmente erramos nas contas, ou simplesmente abusamos mesmo e pensamos “depois vejo o que faço”. O problema é que o depois chega bem mais rápido que se pensa, e pode ser muito desagradável.

Nesse caso devemos fazer o planejamento pós-viagem. Se você gastou mais do que previa, mas felizmente tinha esse dinheiro na conta, você é um dos poucos felizardos que consegue sair sem dívida pós um planejamento que não deu certo. Caso esse não seja seu caso e você tenha estourado o ou os seus cartões de créditos, então está na hora de colocar a casa em ordem.

A melhor saída sempre é pagar o total do cartão de crédito e/ou cheque especial, isso é uma verdade absoluta, mas infelizmente nem sempre se tem esse dinheiro, nesse caso procure pagar o máximo que você puder sempre, se possível deixe de comprar algo para pagar mais, pois assim a dívida não se acumula. Caso não pague nem o mínimo se prepare, pois sua viagem se tornará no maior pesadelo.

Uma dica final, nunca viaje sem ter total garantia de que você terá dinheiro. Ter que parcelar ou pagar dívidas depois da viagem é algo nem um pouco recomendado, é melhor juntar o dinheiro antes para não se preocupar depois.

Finanças em Viagens – Parte 3 – Durante a viagem

29 de julho de 2010

Durante a viagem é a hora de colocar todos planos em ação. Primeiro aproveite ao máximo e depois não esqueça de que tudo que você planejou não é para ficar no papel, viaja bem quem planeja bem. Se você não colocar em prática o que planejou, significa que não planejou bem e se deslumbrou demais.

O primeiro passo então é não exagerar. Se planejou gastar X em passeios, não gaste X+1, a não ser que possa retirar esse +1 de outro lugar que planejou.

É muito difícil manter um plano 100% fiel, e por isso que comentei no post anterior sobre a variância de 20%, pois assim você terá alguma gordura para queimar. Procure sempre ter esse dinheiro a vista, guardado, para não ter mais dívidas na sua volta. Conheço muita gente que viaja com tudo certinho, mas acaba gastando muito mais, pois esqueceu de adicionar compras, comida, hospedagem em algum outro lugar, ou qualquer outra coisa que gera um grande problema. Não esqueça também que um bom plano de saúde pode ser muito útil em território nacional, ou um seguro saúde caso for para outro país, pois nunca se sabe quando vai precisar, e se precisar pode ter um gasto tão grande que se arrependa da viagem antes mesmo de terminar.

Em uma viagem bem planejada você só terá surpresas boas e não guardará surpresas financeiras.

Para acabar, fiz uma lista básica do que você devia ter calculado e/ou providenciado antes da viagem para ela ser garantida durante:

> Passagens
> Hotel
> Curso (se for o caso)
> Transporte local
> Plano de saúde (nacional) / Seguro saúde (internacional)
> Compras (divida essa parte em vestuário, eletrônicos e lembranças, assim fica mais fácil calcular)
> Passeios / Entradas de eventos ou lugares
> Adicional de 20% sobre o valor total planejado

Finanças em Viagens – Parte 2 – Antes de viajar

28 de julho de 2010

Separei um parágrafo para cada um dos tipos de viagem mais comuns: Férias, Cursos e a Trabalho.

Quando viajamos de férias, normalmente acertamos tudo com a família antes de ir, mas algumas coisas passam batidas. Se a viagem for com um pacote de companhia de turismo, do tipo tudo incluso, onde você não gasta com refeições nem passeios, então fica fácil prever. Veja quanto você quer ou pode gastar com compras. Nesse caso é uma escolha pessoal, pois as vezes não temos muito mais disponível, outras queremos trazer mais coisas, o importante é ir determinado a gastar um valor máximo X e nunca passar esse valor. Procure sempre adicionar uns 20% a mais, pois é o quanto normalmente pode-se passar nos cálculos. Em viagens nacionais que não possua refeições inclusas, procure levar o equivalente a 100 reais por dia. Em viagens internacionais procure levar pelo menos 80 dólares por dia.

Se a viagem for para fazer algum curso, normalmente já se vai com todas despesas pagas, acomodação, curso, viagem, etc. Mas não esqueça que durante sua viagem, você irá gastar com passeios, e compras. Para isso faça exatamente uma lista de coisas que pretende comprar, seja eletrônicos ou roupas, e acrescente 20% para extras que achar lá, afinal não se pode saber tudo que encontrará para comprar. Se ao chegar lá você tenha planejado gastar $100 com um aparelho X, mas viu um aparelho Y por $50 que também quer comprar, então faça uma escolha, gastar um pedaço da cota de 20% extra nesse item, ou não comprar o item X em detrimento do Y. Mas pense bem, pois você poderá se arrepender de não ter comprado, mas poderá se arrepender muito mais de ter mais uma conta pra pagar.

Em viagens de trabalho o pensamento é o mesmo da viagem para curso, porém com despesas pagas pela empresa, você só deve se preocupar com as despesas de compras pessoais, como já falado.

Não esqueça que uma viagem pode ser ótima antes de ir, mas um pesadelo na volta, tendo que pagar todas faturas feitas. Haverão outras oportunidades para você ir e gastar, o mundo gira e o lugar sempre estará lá, não precisa gastar tudo que tem só porque está lá e não sabe quando e se voltará.

Você pode levar vários tipos de “dinheiro” em suas viagens. O que eu mais recomendo para viagens nacionais é o cartão de débito, por dois motivos importantes: mais fácil de carregar do que dinheiro sem correr o risco de ser roubado já que o cartão tem senha e basta cancelar, e principalmente você não faz dívidas. Caso você use o cartão de crédito, não saberá exatamente o quanto gastou e terá que pagar tudo na volta, já com o cartão de débito o dinheiro vai saindo da sua conta (feita exclusivamente para viajar), e zerar é o limite. Claro que ter um cartão de crédito é bom para ter uma segurança caso venha a precisar uma emergência, mas eu disse emergência, não para comprar uma calça nova porque gostou. Para viagens internacionais, temos ainda a opção dos cartões pré pagos, que funcionam como cartão de débito onde você deposita uma quantia X e é o seu limite no cartão. Caso você vá fazer um curso e passar 1 mês ou mais, sempre é bom levar várias formas de pagamento, seja dinheiro em espécie como cartão de débito e crédito, afinal em um país diferente nunca se sabe o que vai acontecer.

Sente em sua mesa e coloque tudo no papel, conta por conta, detalhe por detalhe, pois se você planejar bem irá desfrutar tudo que pode, sem se preocupar com suas finanças. E se não puder, ou acha que o orçamento vai ficar apertado, não vá, espere mais um mês, um ano, até conseguir juntar todo dinheiro antes de ir, pois ter que juntar depois não é uma boa escolha.

Finanças em Viagens – Parte 1 – Introdução

27 de julho de 2010

Resolvi fazer uma pequena série de “4 episódios” falando um pouco sobre viagens. Você pode estar se perguntando: mas por que viagem em um blog de investimento? A resposta é tão simples quanto a pergunta: uma viagem envolve planejamento e dinheiro, as vezes muito dinheiro. Como esse é um blog de investimento, uma viagem também não deixa de ser um investimento, seja na sua qualidade de vida, seja na sua cultura, ou até mesmo um aprimoramento profissional com frutos futuros.

Nos próximos dias irei comentar sobre todos processos de planejar as finanças antes, durante e depois da viagem, seja ela qual for, afinal em todas elas o planejamento é necessário, evita dores de cabeça e principalmente economiza muito dinheiro.

Vamos simplificar e partiremos do princípio que existem 3 tipos de viagens:

  • Férias / Diversão: Quando o objetivo da viagem é tirar férias, é mais complicado calcular exatamente todos os gastos que teremos, pois como temos um grande leque de oportunidades, sempre gasta-se mais do que espera, mas faremos alguns cálculos para evitar surpresas. Vale lembrar que tirar férias também é um investimento, em você e sua vida, afinal nada adianta poupar 1 milhão se quando puder usar não conseguir devido a estresse ou saúde.
  • Cursos / Aprimoramento: Talvez esse seja o mais fácil custo de viagem de se prever, caso haja um bom planejamento, pois ao ir fazer um curso ou ficar um tempo fora do país, sabe-se exatamente o que se vai fazer.
  • A Trabalho: Nesse caso normalmente não temos muito o que planejar, afinal os custos gerais são pagos pela empresa, mas mesmo assim sempre gastamos algo com consumo próprio.

Não comentarei muito sobre viagens sem volta direta, como por exemplo mudança de cidade ou país, pois nesse caso o planejamento seria outro. Mas para quem vai morar em algum lugar só por um período e voltar, se enquadra no tópico.

No próximo post comentarei sobre o antes das viagens.

Livro – Investindo em Small Caps

15 de julho de 2010

Investindo em Small Caps

Depois de um tempo sem postar nada, resolvi comentar sobre um livro que eu li já tem algum tempo e acho que vale a pena falar.

Não se empolgue com o título desse livro. Investindo em Small Caps do Anderson Lueders é um livro muito bom para aqueles que estão iniciando no mercado de ações e gostariam de aprender um pouco mais sobre análise fundamentalista, lucro, patrimônio, receita, preço do ativo, e todas informações relevantes para a análise fundamentalista de uma empresa.

Quando comprei e lí o livro, eu imaginava que iria aprender um pouco mais os “secredos” de ações de small caps (empresas pequenas, menos negociadas na bolsa). Mas logo no início há uma grande introdução sobre todos aspectos de análise de qualquer empresa, ou seja, não há um foco específico para small caps, que era na verdade o que eu esperava do livro desde o início.

Ele tem uma leitura bem agradável, mas volto a falar que é um livro para aqueles que estão ainda aprendendo e querem reforçar alguns temas como P/L, P/VP, PSR, etc. É um livro bom, bem escrito, mas na minha opinião perdeu o foco de small caps onde deveria ter se focado em todas as páginas. Deveria ter sido um livro para quem já entende de análise fundamentalista e não para aqueles que não sabem nada, pois se o objetivo é justamente introduzir small caps, os que estão começando agora nem é bom investirem nesse segmento que é muito mais arriscado.

Durante o livro ele comenta sobre alguns investimentos que teriam dado certo em small caps até o ano de 2008. Mas no geral poderia falar bem mais de como escolher o ativo certo, não com exemplos, mas com cálculos. Na minha avaliação ele é um livro bom no geral, mas perde pontos por perder o foco nas small caps.

Minha nota: 7/10

Onde investir até 1.000.000 reais

7 de maio de 2010

Terminando a série (ao menos por enquanto) de onde investir seu dinheiro, vou falar um pouco de quem está nessa seleta lista de milionários do Brasil com pelo menos 1 milhão. Pode parecer estranho, mas esse público cresceu muito ultimamente, em 2007 havia quase 150 mil milionários no Brasil. Esse ano deve-se ter alguns milhares a mais, o que é bastante gente, mas se considerarmos que o país tem quase 200 milhões de habitantes, esse número é irrisório.

De qualquer forma é bom termos uma ideia, afinal quem não quer chegar lá? Então serei bem direto dessa vez.

Acho que uma boa estratégia seria considerar meio a meio, ou seja, 500 mil em renda variável e 500 mil em renda fixa. Claro que depende muito da sua idade e rendimentos extras, mas vou supor uma pessoa entre 25 e 45 anos sem outra renda (se tiver melhor).

Os 500 mil em renda fixa seria para ter uma garantia mensal de lucro. Esse valor em um CDB consegue-se tirar ao menos 3 mil ao mês, já na poupança renderia cerca de 2.500. Ainda tem a possibilidade de Tesouro Direto, porém nesse caso não é recomendado para rendimentos mensais e sim por um período maior. Então recomendo o CDB para saque mensal e cobrir seus gastos.

Agora os 500 mil restantes seria bom se conseguíssemos fazer render mais para aumentar o valor que poderia receber mensalmente com a renda fixa. Com isso compraria cerca de 100 mil em ações da VALE, 100 mil em ações do Bradesco e Itaú, 100 mil em ações de empresas com boas chances de crescimento como Ecodiesel, bancos de menor porte como ABC, e small caps em geral. Os 200 mil restantes varia de acordo com seu perfil, caso queira realmente 50% em renda variável pode-se comprar mais ações de grandes empresas como da própria Vale, Gerdau, Usiminas, etc, ou caso queira algo mais conservador poderia comprar dois imóveis para aluguel, ou ainda investir em algum negócio próprio caso queira colocar a mão na massa.

Há muitas possibilidades com esse dinheiro, então faça as seguintes perguntas;
1) Quero ser conservador, moderado ou agressivo?
2) Quantos porcentos desse dinheiro posso arriscar sem medo?
3) Quero trabalhar, ou deixar simplesmente o dinheiro render mesmo que tenha menos lucro?
4) O que eu gosto de fazer?
5) Qual é o meu rendimento mensal necessário para viver bem e tranquilo?

Depois de se fazer essas perguntas você conseguirá traçar um caminho para saber o que realmente está disposto a fazer com o seu dinheiro, afinal um milhão não cai do céu todos dias.

Investimento em imóveis – Vale a pena?

27 de abril de 2010

Esses dias fiquei pensando se realmente valia a pena investir em imóveis para colocar para alugar, é uma dúvida bem interessante até se pensarmos bem. Há muitos anos, imóveis vêm sendo o principal investimento das pessoas. Pergunte a seus avós/pais qual é o melhor investimento e garanto que a maioria dirá imóveis, isso é fato devido a antiga economia do Brasil onde tínhamos uma inflação gigantesca e uma insegurança grande, então todo mundo comprava terrenos e imóveis para garantir. Dificilmente vemos alguém de mais idade que não tenha feito isso em sua vida.

Porém agora temos uma economia muito mais saudável, inflação baixíssima se comparado com o tempo antes do plano real. Então fiz alguns cálculos e cheguei a conclusão que pode não ser mais um investimento bom de fato.

Começando minhas ideias pensei nos seguintes cenários: 100 mil reais disponíveis e comprar um imóvel residencial ou; comprar dois imóveis comerciais ou; investir em ações.

Ao comprar um imóvel primeiro temos todas despesas da papelada, cartório, transferência, etc, o que é um dinheiro bem alto (não lembro exatamente quanto, mas é algo entre 3% e 6% do valor do imóvel). Depois disso se o imóvel precisar de alguma reforma (e normalmente precisa) é mais um gasto (colocamos 2% do valor). Depois disso tudo, temos o problema de conseguir alugar o imóvel, o que pode ser que leve um tempo. Tem um prédio próximo ao meu que levou quase 6 meses para conseguir alugar, logo todo esse período você deve arcar com o valor do condomínio e pode ser que o valor seja bem alto. Sem contar que ao alugar você ainda paga imposto de renda sobre o aluguel. Normalmente o valor do aluguel varia de 0,6% a 1% do valor do imóvel, tendendo a ficar normalmente em 0,8%, ou seja, 800 reais. Descontado o imposto de renda, sobra 680 reais.

Agora comprando dois imóveis comerciais temos os mesmos cálculos, porém normalmente o condomínio tende a ser mais alto, o que torna mais perigoso caso fique vago e você tenha que bancá-lo. Em compensação normalmente imóveis comerciais mais baratos tendem a render mais, cerca de 0,8% a 1,2%, ficando numa média de 1%, ou seja, 1.000 reais, descontando IR teremos 850 reais, parece melhor não.

Porém nesses dois casos temos que levar em conta também que os imóveis se valorizam, os residenciais tendem a valorizar mais normalmente, então o rendimento de um compensa nisso do outro. Porém de maneira nenhuma podemos garantir a valorização, logo não tem como prever se daqui dez anos estará valendo 300 mil ou 110 mil, quem saberá como estará o mercado? Veja o que ocorreu nos EUA, com a recessão as casas tiveram quedas bruscas de até 50% do valor inicial.

Então, se pegarmos os aluguéis (considerando que não teremos o imóvel vago) teremos guardado cerca de 140 mil nesses 10 anos, mais a valorização (ou não) obviamente. Já se aplicarmos os mesmos 100 mil em ações, pode-se ter algo mais rentável. Pegando um histórico de 20% ao ano, em 10 anos teríamos cerca de 620 mil (vale lembrar que rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, mas como comparação é válida já que também não garantimos o aluguel). Ou seja, teremos daqui 10 anos quase o dobro do que teríamos se investido em imóvel. Claro que o imóvel pode valorizar muito, assim como as ações podem subir muito mais. Assim como todo investimento, é uma “aposta” que você faz. E vale lembrar também que para ações você tem gasto de corretagem e emolumentos (o que é muito menor que as taxas de compra de um imóvel) e você paga cerca de 20 reais por mês de custódia, porém você não paga nem um centavo de imposto de renda se não vender mais que 20 mil por mês, o que é fácil controlar.

Em um primeiro momento parece bom investir em imóveis, mas no momento que vemos que existem outras opções, e que elas podem render bem mais, mudamos de ideia (ou não). Claro que comprar um imóvel sempre dá uma segurança, mas com certeza pode não ser o melhor.

Vi uma reportagem no programa do Jô onde dois economistas conversaram sobre isso também, e um disse inclusive que hoje em dia a compra de imóveis não é um bom negócio, pois temos uma supervalorização onde é difícil achar preços atrativos, é como comprar ações em período de alta. E contou a história de uma amiga que comprou uma casa há 10 anos por 250 mil e hoje a casa vale 500 mil, porém se nesses mesmos 10 anos tivesse aplicado bem na bolsa de valores teria hoje cerca de 6 milhões, assustador não?

Cada caso é um caso, então faça suas contas, mas ao comprar imóveis tenha em mente que o risco há, assim como na bolsa, então pondere bem.

Comprando um carro

20 de abril de 2010

O sonho de toda pessoa, ou pelo menos boa parte, é ter um carro e de preferência um ótimo carro. Porém a compra de um carro pode ser um grande passo para trás na independência financeira dependendo do motivo e maneira de comprá-lo.

Esse assunto é muito polêmico, pois a compra de um bem de tão grande valor tende a fazer as pessoas acreditarem que não estão perdendo dinheiro nisso, mas estão. No momento da compra do carro ele já deixa de valer o que foi pago, se for zero km então perde muito. Não condeno quem compre um carro, pois afinal ele hoje em dia é quase indispensável a classe média, mas alguns cuidados para não colocar tudo a perder é fundamental, então darei algumas dicas:

  • Compre um usado: se você comprar um carro novo, vai perder muito dinheiro, pois nos 2 primeiros anos de vida um carro tem sua maior desvalorização. Comprando um usado você não deixará de perder dinheiro, porém a perda será bem menor. Dê preferência para usados de 2 a 3 anos de uso e com menos de 40 mil km rodados se possível, porém até uns 50 mil km ainda vale a pena, só não esqueça de fazer a revisão/manutenção inicial antes de sair rodando com um carro usado.
  • Verifique o preço do seguro: nada adianta comprar um carro por 20 mil se o seguro dele vai custar 5 mil. Essa para mim é uma das recomendações mais importantes, SEMPRE verifique ANTES de comprar quanto sairia o seguro do carro que você quer. Por experiência própria já desisti de comprar um carro devido ao seguro elevado, então acabei optando por outro modelo com o seguro 3x mais barato e me proporcionando o mesmo conforto, ou até mais. Seguro é pago todo ano, então isso é fundamental.
  • Compre a vista: dê preferência para juntar o dinheiro e depois comprar do que comprar parcelado, pois no fim das contas pagará MUITO mais, praticamente 2 carros, ou as vezes até mais. Sem contar que ao juntar todo o dinheiro antes da compra muitas vezes as pessoas param para pensar se realmente querem gastar todo seu dinheiro na compra de algo, e isso muitas vezes leva a pessoa a desistir ou ao menos comprar muito mais consciente para gastar o menos possível. Ao parcelar você perde esse controle.
  • Faça um ativo antes: esse seria um plano ideal, ou seja, ter um rendimento que pagasse o carro. Exemplificando, se você comprar um carro e for gastar 500 reais por mês, seria bom ter um investimento onde lhe rendesse 500 reais por mês, seja uma empresa, ações, ou qualquer coisa que lhe renda dinheiro para pagar o carro caso você perca o emprego, ele está garantido.
  • Economia de combustível: ao comprar pesquise pelo menos 2 pessoas que tenha o mesmo modelo do carro para saber o seu consumo na cidade e estrada. Isso pode parecer besteira, mas pense o seguinte, se comprar um carro que faz 7km/L e você andar 1.200km por mês (média brasileira), considerando a gasolina por R$2,50, você gastará cerca de R$5.142,00 por ano. Agora se ele fizer 11km/L na mesma situação você gastará cerca de R$3.272,00 por ano, ou seja, economizará cerca de R$1.870,00 por ano. Não é um bom dinheiro? Pense nisso.

Claro que a melhor saída seria não comprar um carro, afinal ele é um grande passivo, mas caso seja muito importante pra você, compre com tudo bem planejado, ou seja, tenha em mente que você terá gasto com gasolina, seguro, IPVA e prestação caso financiado. Coloque tudo isso no papel e veja se realmente vale a pena gastar tudo isso, afinal são gastos mensais, e com isso sua independência financeira vai atrasar, e muito, pois estará perdendo juros compostos.

Dívidas, como se livrar delas

16 de abril de 2010

Uma boa parte da população brasileira (e porque não dizer mundial) possui dívidas. É inerente do ser humano querer tudo de imediato e não pensar no futuro. Quem não quer comprar aquele carro novinho, ou uma casa maior, ou aquelas roupas da moda, ou ainda aqueles eletrônicos recém lançados? Mas na hora de comprar não pensam que o carro vai ter além da parcela os gastos mensais, a casa maior vai demandar mais gastos futuros, as roupas da moda não serão mais da moda e você estará pagando elas ainda, e os eletrônicos recém lançados vão estar metade do preço quando você acabar de pagar.

O imediatismo é o grande vilão, se as pessoas esperassem juntar o dinheiro para comprar o que quer, não fariam as dívidas. Porém há ainda outro tipo de dívida, quando precisa delas para poder sobreviver, como simplesmente comprar comida. Mas nesse caso temos outro problema que é o social, distribuição de renda, etc. O que trataremos aqui é fazer dívidas que poderiam ser evitadas de um jeito ou de outro.

Existem dívidas boas (leia o livro Divida Boa, Dívida Ruim de Jon Hanson), onde pode fazer você crescer. Mas a grande maioria são dívidas ruins onde você gasta mais do que ganha para ter algo não necessário. Nesse caso só tenho uma dica para dar: PENSE antes de comprar no DEPOIS de comprar. Veja se é realmente necessário, se realmente não pode esperar um pouco, o que vai ganhar comprando de imediato e fazendo uma dívida. Não dê o passo maior que as pernas aguentam, pois quando cair pode nunca mais conseguir se levantar.

Mas se você já está com dívidas, o primeiro passo é fazer um planejamento detalhado e tentar se livrar delas no prazo de 12 meses (se possível). Nesse planejamento coloque exatamente todas mínimas dívidas que você tem e quando elas vencem. Depois disso veja quanto você ganha por mês e quanto precisa para sobreviver (comida, casa, transporte, etc), então veja quanto sobra. Se o que sobrar paga suas dívidas mensais, ótimo, está no caminho de se livrar das dívidas, desde que não faça novas. Agora se o que sobrar não consegue cobrir as dívidas, está na hora de rever o que você realmente precisa, ou seja, fazer cortes no seu mês. Se mesmo fazendo TODOS cortes que você pode ainda não atingiu o que precisa para pagar por mês seus débitos, então está na hora de renegociar eles. Se você tem dívida em cheque especial, cartão de crédito, etc etc, tente unificar eles, ou seja, vá ao banco e solicite um empréstimo consignado se possível, e quite todas suas dívidas, ficando apenas com uma grande. Esse é o primeiro passo, pois assim aumenta sua capacidade de negociar com apenas uma instituição caso precise.

O mais importante de tudo sem dúvida é você NÃO FAZER MAIS DÍVIDAS quando já está cheio delas. CORTE seus cartões de crédito, QUEIME seu cheque, e não use mais NADA que possa postergar o pagamento, pague TUDO com dinheiro exclusivamente, assim você não vai gastar mais do que tem disponível naquele mês nem se quiser.

Você pode ter que passar alguma dificuldade até quitar as dívidas, porém após quitar viverá muito melhor e saberá que a dívida não compensa tanto período de sofrimento.